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Camilo nogueira

 

Camilo Nogueira Román, engenheiro industrial e licenciado em Ciências Económicas, é também:

  • Autor de diferentes livros e artigos históricos, políticos, económicos e linguísticos referentes à Galiza, o Estado Espanhol, a União Europeia e a outras questões internacionais.
  • Deputado no Parlamento da Galiza (1981-1993, 1997-1999) e no Parlamento Europeu (1999-2004).

 


 

 

O tempo político dos trovadores

 

Um texto da obra España, un enigma histórico de Claudio Sánchez Albornoz ilustra a posição da historiografia oficial espanhola frente à riqueza da literatura galega no tempo dos trovadores e ante a ausência de expressão escrita castelhana em séculos centrais da Idade Média: "Quienes durante los siglos XII y XII, en tierras castellanas", di Albornoz, "se sintieron torturados por una vivacísima sensibilidad lírica, escribieron en gallego. Nadie ha intentado aclararnos la misteriosa adopción de una lengua que no era la de un pueblo imperial, política y culturalmente, por los poetas de una Castilla con una tradición lírica remota; por poetas hijos de un pueblo cuyos villancicos populares tuvieran a la sazón larga y vigorosa historia". Devedor duma ideologia histórica que precisa negar a existência do reino de Gallaecia na Alta Idade Média peninsular para assim, criado o valdeiro, enchê-lo com um passado ilusório para Castela, Sánchez Albornoz não pode esclarecer as razões do uso culto das línguas peninsulares na época que tratamos.

 

A historiografia espanhola non dá uma explicação sensata à realidade de a língua ter sido hegemônica na poesia em romance durante os séculos XII a XIV em todo o território do centro e do ocidente da península que abrangia os reinos denominados naquele tempo como de Galiza e Leão, Portugal e Castela e Toledo, estendendo-se por Extremadura, Sevilha e outras regiões de Al-Andalus. Partindo das posições castelhanistas sobre o inequívoco predomínio de Castela nessa época - e mesmo no século imediatamente anterior -, o uso culto do galego torna-se, efetivamente, numa rareza politicamente incompreensível, para a qual se  procuram peregrinas interpretações baseadas na sua singular capacidade para a expressão lírica.

 
 

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