Crónica das I Jornadas de História PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
 
Língua, teatro, cinema e história fizeram parte das actividades durante 4 meses 

PGL.- Desde o passado mês de Outubro decorreram no cámpus ourensano diversos cursos e jornadas que envolveram língua, teatro, e cinema. As “Jornadas de História da Galiza” foram as protagonistas finais, e nelas houve mais de 100 inscritos(as) que assistiram pontoalmente às conferências marcadas. 
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O arqueólogo e celtista André Pena abriu as “Jornadas de História da Galiza” em passado dia 16 de Março, com uma conferência a respeito do mundo celta na qual mostrou a influência dessa cultura na Galiza e, ainda, reivindicou o celtismo vivo da Galiza actual. 

O teólogo e investigador da igreja católica na Galiza, Francisco Carballo, participou por partida dobre, com duas conferências nas quais divulgou as figuras históricas e “silenciadas”, da igreja galega, como San Rosendo, e o “impacte” negativo e alienante da organizaçom eclesiástica na sociedade e culturas da Galiza desde a Idade Média até hoje. 

O medievalista Anselmo López Carreira também ministrou duas conferências, realmente do mais interessante, nas quais falou “sem complexos” das mentiras e tergiversações da historiografia espanhola, ao serviço da construçom de uma ideologia baseada no “invento e no mito” e nom na “documentaçom e nos factos históricos”; e ainda da “verdadeira” história medieval da Galiza, com destaque para o “grande reino suevo” e a hegemonia e importância política, económica e cultural da Galiza até muito avançado o século XIV, desmentido a existência do fenómeno que a historiografia espanhola conhece como “Reconquista”. 

A torrente verbal do antropólogo carvalhinhês Felipe Senén surpreendou os(as) muitos(as) assistentes à sua conferência em passado dia 30 de Março, com uma exposiçom audiovisual na qual da “Galiza da pedra” chegou à “Galiza do novo milénio” colocando em destaque o carácter construtivo, inovador e moderno do povo galego visto desde a perspectiva da análise da sua cultura popular ainda viva. 

Uxío Breogán e Alexandra Cabanas representaram a “Asociación Galega de Historiadores” e a sua “Revista Murguia” nas jornadas com o acto de lançamento do número 2 desta publicaçom e com um agradável e intenso debate no respeitante ao panorama actual da investigaçom histórica na Galiza. 

O português J. David Santos Araújo expôs a sua visom dos encantos e encontros entre portugueses e galegos, referenciados no seu último livro, e exemplificou que português e galego som a mesma língua, numa conferência na qual o professor Estraviz salientou aos presentes que pedissem “um tradutor” caso nom perceberem o conferencista. 

Finalmente, o decano da Faculdade de Ciências da Educaçom, Xosé Manuel Cid, encerrou as jornadas com uma conferência muito emotiva para “um republicano” como ele e na qual explicou os avanços do ensino durante a II República Espanhola (1931-1936). 

Todos os eventos do Ciclo de Cultura Galega foram organizados pola AGAL em parceria com a Universidade de Vigo, sob a direcçom de José Manuel Barbosa e o apoio dos professores Isaac Alonso Estraviz e José Paz. Diversos meios de comunicaçom deram conta dos diversos actos, e mesmo Rádio Alhariz gravou cinco das conferência das “Jornadas de História da Galiza” as quais está a divulgar desde as ondas radiofónicas para os(as) seus(suas) ouvintes.
 
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